Data: 9 fevereiro, 2010 | Autor: Alessandro Temperini | Categoria(s): Competições, MotoGP | Sem Comentários »
Como havia sido divulgado no ano passado, a partir de 2012 a MotoGP terá a entrada das motos de 1.000 cc. Nos recentes testes realizados pelas equipes de MotoGP em Sepang, os dirigentes sentaram para definir as regras para que essa mudança aconteça.
O aumento de cilindrada é visto com bons olhos, principalmente por pilotos e adeptos da modalidade. Desde que foram introduzidas as 800 cc, as críticas não pararam, na grande maioria das vezes devido à monotonia que estas motos vieram trazer para as corridas de MotoGP, em comparação com as antigas 990 cc.
De acordo com Hervé Poncharal, diretor da equipe Yamaha Monster Tech3 e presidente da IRTA – Associação das Equipes de Competição – as regras ainda não foram decididas pois é necessário analisar os custos, e os fabricantes têm de decidir o que vão fazer tendo em conta as várias possibilidades que as regras conhecidas até ao momento oferecem, tendo dado o exemplo da sua própria equipe, a Tech3.
Segundo disse Hervé: “Talvez a Yamaha continue com a moto de 800 cc por mais um ou dois anos? Ou talvez eles queiram alugar-nos a moto, enquanto eles correm com a 1000 cc? Ou talvez eles queiram que nós os ajudemos a desenvolver a 1000 cc desde o início? Ainda não sei. Vou estudar com a Yamaha porque as regras dizem até 1000 cc, com quatro cilindros. Portanto existe a possibilidade de participar com uma moto de menor cilindrada. Por isso parece que existe a possibilidade para os fabricantes – se eles o quiserem – de continuar a utilizar a moto de 800 cc. Não digo que é o que vai acontecer. Digo que existe essa possibilidade. Vai ser uma questão de custos.”
Ainda de acordo com Poncharal as regras devem ficar totalmente definidas e conhecidas antes da primeira corrida em abril. Todos querem que as regras sejam válidas e fixas por cinco anos, mas com um certa flexibilidade para o caso de alguma coisa acontecer.
Corridas com motos de cilindradas diferentes competindo entre si, não são novidade no Mundial de Velocidade. As 500 cc (de 2 tempos) já estiveram na pista ao mesmo tempo que as 990 cc (4 tempos) e, para esta temporada, havia a possibilidade de participar na nova categoria Moto2, com motos de 250 cc (2 tempos), ou com as novas motos de 600 cc (4 tempos). Todas as equipes optaram pelas 600 cc, e as 250 cc chegaram mesmo ao fim da sua vida na competição.
Via Motociclismo.pt
Data: 17 dezembro, 2008 | Autor: Alessandro Temperini | Categoria(s): Competições, MotoGP | Sem Comentários »
Após anunciar sua saída da Fómula 1, a Honda pode se despedir também da MotoGP. Apesar de ter anunciado que seu abandono da principal categoria do automobilismo não afetaria a divisão motociclística, a equipe parece ter voltado atrás e repensa sua decisão de seguir na competição.
Tão importante na MotoGP quanto a Ferrari na F-1, a saída da escuderia japonesa representaria uma grande perda para a categoria. Segundo a revista Solo Moto, o departamento de corridas da Honda considerou a possibilidade de um abandono devido à crise econômica mundial.
“Não queremos desmentir as palavras de nosso presidente, porém, nestes momentos, todos nossos projetos relacionados a motos estão sendo submetidos a estudos”, afirmaram dirigentes da equipe.
A MotoGP custava cerca de 400 milhões de euros (cerca de R$ 1,3 bilhão) à Honda, que tem como pilotos titulares Dani Pedrosa e Andrea Dovizioso. Na próxima sexta-feira, o presidente da equipe japonesa, Takeo Fukui, deve fazer um anúncio oficial com a decisão da escuderia.
Data: 3 novembro, 2008 | Autor: Alessandro Temperini | Categoria(s): Competições, MotoGP, Notícias | Sem Comentários »
O ex-piloto de Fórmula 1 Michael Schumacher treina com uma moto Yamaha no Autódromo Internacional de Algarve, em Portugal. A pista da cidade de Portimão foi inaugurada no domingo, e Schumacher tem feito testes no traçado. O alemão ficou impressionado com o novo autódromo.
Data: 3 junho, 2008 | Autor: Alessandro Temperini | Categoria(s): Competições, MotoGP | 2 Comentários »
Depois de abandonar a Fórmula 1, Michael Schumacher resolveu se aventurar na motovelocidade. Por enquanto, o alemão não está conseguindo repetir a performance de seus tempos de piloto de automobilismo. Depois de cair e não terminar a prova do Campeonato Alemão de Superbike disputada em Nurburgring no final de semana, ele assumiu o erro e lamentou o fracasso.
“Estou completamente ok”, afirmou o piloto. “Foi um erro meu e uma vergonha, porque essa corrida estava muito divertida. Terminar em 17º teria sido absolutamente satisfatório para mim”, declarou o ex-piloto da Ferrari.
O heptacampeão mundial de Fórmula 1, 39 anos, começou na 25ª colocação do grid de largada e chegou até o 17º lugar. No entanto, ele abandonou a prova depois de cair na 11ª volta. Schumacher não sofreu qualquer tipo de lesão no acidente.
Essa não foi a primeira queda do piloto. Receosos, alguns fãs da Ferrari já começaram a pedir para o alemão se afastar da motovelocidade antes de ter sua reputação manchada ou sofrer um acidente grave. Willy Weber, manager de Schumacher, não parece preocupado: “Se você tem uma boa reputação como o Michael Schumacher, nada pode destruir isso. Estou feliz que ele está bem consigo mesmo”, afirmou Weber em entrevista ao jornal Bild.
Data: 2 maio, 2008 | Autor: Alessandro Temperini | Categoria(s): Competições, MotoGP | Sem Comentários »
O piloto Valentino Rossi, da Yamaha, disparou contra o avanço da participação da eletrônica na MotoGP.
Perguntado sobre o assunto pelo jornal La Gazzeta dello Sport, Rossi não poupou críticas:
“(A tecnologia) é um evento sobre o qual não se fala e que se verifica, e que inclusive pode transformar o aspecto mais espetacular do Mundial de motos em uma coisa chata, talvez como o de Fórmula 1″, afirmou o italiano.
Um dos motivos das críticas se deve ao trabalho com os pneus, cujos estados de degradação vêm sendo cada vez mais decisivos na definição das provas da categoria.
“As ajudas da eletrônica, que estão sempre com mais forçam provocaram um grande nivelamento, sobretudo na administração da queda de rendimento dos pneus”, disse Rossi, o qual acrescentou que isso tem tornado chata a competição.
“Assim, os computadores de bordo transformaram a segunda parte de todos os grandes prêmios em uma chatice”, completou, antes de concluir com a experiência de quem já ganhou cinco títulos da MotoGP. “Consolemos-nos com o espetáculo das cinco primeiras voltas”.
Data: 8 abril, 2008 | Autor: Alessandro Temperini | Categoria(s): Competições, MotoGP | Sem Comentários »
No último dia 3 de abril, quatro dias após realizar a sua estréia oficial sobre duas rodas em uma corrida na KTM em San Marino, o alemão Michael Schumacher voltou a correr sobre uma moto. Desta vez, o heptacampeão da Fórmula 1 participou de treinos em Mugello, na Itália, a bordo da Ducati, substituindo o piloto de testes Vittoriano Guareschi.
Schumacher “ganhou” a vaga na Ducati por causa de um acidente sofrido por Guareschi no início desta semana. Ainda com dores por causa de uma queda, o italiano apenas viu o alemão realizar 42 voltas em Mugello e obter como melhor tempo um 1min58 cravado.
Chamado em cima da hora para comparecer a Mugello e completar algumas voltas pela Ducati, Schumacher voltou a deixar claro que as aparições em competições de moto não significam um retorno às pistas.
“Foi uma boa surpresa quando fui convidado vir a Mugello para correr e, apesar das condições climáticas ruins, foi muito divertido correr com uma Ducati. Mas é bom deixar bem claro que não tenho intenção alguma de ingressar em competições oficiais na categoria”, comentou.
No domingo, na KTM, Schumacher havia terminado a corrida em Misano a bordo da Super Duke 990 cilindradas a 5s do campeão da prova. O ex-ferrarista, em compensação, teve a sua melhor volta na prova a apenas 0,1s do tempo mais rápido cravado na prova.